“EFETIVO NÃO É PROPORCIONAL AOS CRIMES EM PARNAMIRIM”, LAMENTA DELEGADO

Rio Grande do Norte fica à frente somente dos estados do Paraná, Pará, Ceará e do Maranhão no ranking dos menores efetivos de policiais civis do Brasil

O delegado titular da 2ª Delegacia de Polícia de Parnamirim, Carlos Brandão, cobrou do Estado a realização de novos concursos para policiais civis no Rio Grande do Norte. Para Brandão, o efetivo que Parnamirim possui hoje não é suficiente para combater toda a criminalidade na cidade.

“A Polícia Civil dispõe de três delegacias em Parnamirim: a 1ª DP, que pega a circunscrição da BR-101 para a direita, a 2ª DP, que pega a circunscrição da BR-101 para a esquerda, e a Delegacia Especializada em Defesa da Mulher, que pega as ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha. É uma demanda muito grande”, explicou.

A pressa do delegado Carlos Brandão se dá em razão do baixo efetivo de agentes – principalmente neste município metropolitano –, e pelo fato de que a Associação dos Delegados de Polícia do Estado (Adepol) prevê que 120 policiais (28 deles sendo delegados) se aposentarão daqui para o fim do ano.

“A Polícia Civil hoje, por lei, deveria ter 5.150 policiais. Hoje, temos cerca de 1.400. A Polícia Civil do RN trabalha com menos de um terço do efetivo. Em Parnamirim é mais grave. Há poucas delegacias, poucas equipes. Triplicando o efetivo, seria normalizado. Isso demonstra a necessidade urgente de um concurso com muitas vagas”.

Segundo dados da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policias Civis (Cobrapol), o Rio Grande do Norte fica à frente somente do Paraná, Pará, Ceará e do Maranhão no ranking dos menores efetivos de policiais civis do Brasil. No estado potiguar, não há um concurso para a categoria há dez anos. O déficit de profissionais chega a 3.720.

“O problema maior é disparado a falta de efetivo. Há problemas de estrutura nas delegacias, mas essas são contornáveis. Com deficiência estrutural, você não deixa de trabalhar, mas com deficiência de pessoal, a situação é incontornável. Eu não posso pegar qualquer pessoa na rua e dar um distintivo e uma arma para ela. É preciso pessoal”, alertou Brandão.

Apesar das dificuldades, Brandão avalia que as delegacias parnamirinenses têm feito um bom trabalho com as ferramentas que dispõem. “Ano passado conseguimos uma redução de homicídios de quase 50%; realizamos ao final do ano 82 prisões. É um trabalho muito forte da 2ª DP, celebrou.

Ainda segundo Brandão, é justamente o tráfico que vem desdobrando e derivando outros crimes na cidade. “O combate ao tráfico reduz outros crimes, como roubos, furtos e homicídios. Isso mostra que o tráfico está retroalimentando todas as modalidades de crime”, contou.

Fonte: Agora RN

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